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Estelionatários utilizam unidades do Poder Judiciário para aplicar golpes em SC
Estelionatários utilizam unidades do Poder Judiciário para aplicar golpes em SC 06 de junho de 2019

O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC) identificou a prática de um golpe em unidades do Poder Judiciário. Nos últimos meses, o desfalque aconteceu em 13 das 111 comarcas. A farsa consiste em um estelionatário que se passa por magistrado, servidor ou policial e solicita a um prestador de serviços uma recarga de celular que será paga na entrega de outros produtos encomendados. Imbuída de boa-fé, a vítima só percebe que foi enganada quando comparece à unidade judiciária para ser ressarcida. Além da recarga, os criminosos também solicitam depósitos em dinheiro

Ocorrências dessa natureza no ambiente de trabalho devem ser comunicadas imediatamente para os seguintes números: (48) 3287-8705 e (48) 98414-1433 (plantão 24h). Os casos são monitorados pelo NIS. A orientação é que todas as pessoas que trabalham em prédios do Poder Judiciário, especialmente as que desenvolvem atividades na recepção e secretaria, sejam alertadas sobre a ocorrência do golpe. As principais vítimas são chaveiros, floriculturas, entregadores de água e gás, entre outros prestadores de serviços. Pelo que foi possível apurar através dos casos concretos, o golpista liga para o prestador de serviço e utiliza falsos nomes ou se passa por magistrado ou oficial, como por exemplo "Dr. Jorge Faria" ou "tenente Siqueira", para fazer uma encomenda de determinado serviço ou produto.

Para aproveitar a viagem, o suposto servidor pede à vítima que realize a recarga de celular, normalmente no valor de R$ 50, que será paga na entrega da encomenda ou durante a prestação de algum serviço. Assim, a vítima só percebe o golpe quando tenta realizar a cobrança. O Poder Judiciário não autoriza que prestadores de serviços e demais profissionais liberais contratem serviços ou adquiram produtos em nome de magistrados, servidores e policiais sem o devido processo legal.

Colaboração: Fernanda de Maman